sexta-feira, 23 de junho de 2017

A Sororidade. Precisamos aprender a praticar.

"Dois nus numa floresta" (Frida Kahlo, 1939)
Antes de mais nada, você sabe o que é sororidade?
Sabe que esta palavra existe, mesmo que, no seu teclado, ela sempre apareça com o sublinhado vermelho, indicando erro?

Mas, vamos nós, definir o que é:

"Sororidade é a união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum."

A sororidade é uma das bandeiras do feminismo, baseado na perspectiva de que, na nossa sociedade, é a competição entre mulheres, é a nossa capacidade de julgá-las mais do que a dos homens que faz com que o machismo se perpetue. E o pior de tudo: como isso é encarado como algo natural, até mesmo com toques de humor.
Quer um exemplo?
Quantas vezes, em um filme ou novela, você já viu a cena de duas mulheres, em uma festa, usando o mesmo vestido e, consequentemente, tendo estes caminhos: 1. As duas putas com a pessoa que fez, porque deveria ser "exclusiva" a peça; 2. Uma comparando a outra, vendo se o vestido ficou melhor ou pior na outra (sentimento de inveja ou superioridade); 3. Rolar barraco.
E achamos engraçado tudo isso.
NÃO TEM GRAÇA NENHUMA!
Apenas mantemos a tradição de que cada uma de nós devemos ser perfeitas, em detrimento à outra.

Vamos à próxima questão (veja que ainda trato de questões cotidianas, "naturais"):
Em um relacionamento, rolou traição. Um término traumático. Enfim, o amor acabou, teve fim, hora de partir pra outra.
O que dizem mulheres para mulheres?
1. Não soube segurar o homem (caso sendo ela a traída ou abandonada);
2. É uma vagabunda (caso tenha sido ela quem traiu ou abandonou);
3. Destruidora de lares, a "outra" (no caso dela ser a razão do fim de um relacionamento).
Vocês estão entendendo? Temos conceitos já pré-definidos em relação à mulher, já preparados para a posição em que porventura ela esteja.
Por isso, precisamos do feminismo. Ou pelo menos, desta parte:

"Do ponto de vista do feminismo, a sororidade consiste no não julgamento prévio entre as próprias mulheres que, na maioria das vezes, ajudam a fortalecer estereótipos preconceituosos criados por uma sociedade machista e patriarcal."

Você não precisa ser feminista para entender que nós, mulheres, não precisamos competir. Nem precisamos nos julgar e nos classificar.
Vejam como os homens, mesmo quando errados, estão unidos. Juntos.
Então, façamos o mesmo:

Nos compreendendo,
nos unindo,
nos amando,
nos protegendo.

INDEPENDENTE DE TUDO, SOMOS MULHERES!



REFERÊNCIAS:
https://www.significados.com.br/sororidade/

quinta-feira, 22 de junho de 2017

#InclinaçõesMusicais: Uma homenagem ao São João.


Primeiramente, vou avisando que esta postagem demandou praticamente TODA a minha habilidade em informática - melhor dizendo, relembrando uma cassetada de coisas que eu fazia lindamente quando o meu tempo era menos atribulado e/ou eu possuía mais demandas para criar filmes, fazer upload no blog, converter arquivos de música e de vídeo, pesquisar a respeito da temática... Vocês entenderam a pressão da coisa?
Bom, tomara. A intenção principal desta edição de quiçá minha seção favorita é trazer, através de uma música, uma homenagem ao São João.

Se há uma das pouquíssimas festas no mundo em que tenho algum tipo de tradicionalismo, é o São João. É (ou deveria ser) a época de relembrarmos aquele bom forró do tipo rala-bucho, um xaxado, um xote, um coco, um baião... É uma festa nordestina, uma festa que a maioria do povo "lá de baixo" não tem ciência da complexidade deste evento.
Sou apaixonada pelas fogueiras, quadrilhas, roupas de matutas, músicas... <3 p="">

Cof,, cof... Mas, enfim, né?
A música de hoje vem do ano de 1987. É parte da peça "Bandeira de São João", composta por Ronaldo Brito e Assis Lima (os mesmos autores de "Baile do Menino Deus"). A música abaixo, se chama "Louvação", é cantada por Antônio Nóbrega. Um registro raríssimo, que não achei nnem no YouTube, e disponibilizo aqui e agora:


video

Pra acompanhar, vide a letra.
Para baixar o disco todo, clique aqui e se delicie.
No mais, sem mais. Feliz São João.

Post scriptum: Ainda não consegui ler a peça/ o livro. Ainda estou devendo esta na vida....

domingo, 18 de junho de 2017

Apenas drama.

Não há refugio maior do que meu quarto.
Nada me importa.
Encho meu espaço com músicas.
Choro.
Minha mãe bate na porta. Quer que eu coma, que eu veja missa, que eu fique do seu lado.
Eu brigo.
Eu choro.
Posto coisas nas redes sociais, mas as deleto.
Bloqueio pessoas.
Saio de grupos.
Digo a uns que é breve, vai passar.
Estou juntando forças para amanhã.
Onde buscarei, no mundo, o melhor esconderijo.




Me sinto um belo de um fracasso.
Me sinto pronta para a morte.
Não culpe homem, sistema, objetos, nada nem ninguém.
Tenho nas mãos apenas uma dor visceral, não física.
Quero e preciso ficar sozinha.
E, por mais que digam que querem falar depois, não é isso que procuro.


Eu só queria que Deus fosse misericordioso e me levasse embora deste mundo.


Por que eu continuo viva?
Por quê, porra?




Ah, é verdade, isso é apenas um drama.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Ele adentrou neste meu mundo.
Alcançou um lugar, talvez, não no "ratear" de antigas quartas-feiras.
Com certeza, não foi quando descobri em si um lugar de abrigo para meu apagar tão comum.
E, provavelmente, não no beijo dado em um começo de noite, em beira-mar (lugar, obviamente, traumático para mim por anos, sanado naquele momento).
Na verdade, quando ele adentrou no meu mundo, precisou de tempo para que ele pudesse entrar.
E mais tempo para que ele considerasse este espaço o seu  abrigo.
Ambos tivemos nossos medos. Como soldados que, mesmo cientes de que eram ambos derrotados, mantinham-se em pé, no medo de cair primeiro.
Um dia  - ou melhor, uma noite - uma pergunta jogada no ar:
"Você gosta de mim?"
E um nome apareceu em nossa história.
Um novo lugar no mundo foi aberto.
E, hoje, a vida é harmonia?
Plenitude?
Perfeição?

A bem dizer a verdade, eu não tenho certeza total.
Sempre preferi as palavras. Ele prefere as ações.
Estou aprendendo a entender os gestos.
A mania dele é só falar quando eu explodo.

Me acostumei a rir por dentro quando o vejo dando uma careta ao perceber-me em seu ombro.
Ele se acostumou a reclamar de qualquer coisa que eu posto/escrevo.
Ao mesmo tempo, percebo nele (sempre mais capaz de seguir sem isso, mas não querendo dizer que não haja) a mesma ânsia de carinho.
O mesmo desejo de cuidado.
Continuo a dizer que não sei de fato o que ele sente.
Mas, em verdade, depois de tempo, eu não consigo ainda dizer o que eu sinto de todo.
Eu presumo que ele saiba.
Como, em alguns instantes de ternura, eu vislumbro em seus olhos o que ele não diz.

No jogo de sentir e não saber falar, mas seguir,
Estamos ainda seguindo.
Sem certeza de nada,
sem futuro claro,
sem tanto tempo-espaço...

No momento, o tempo é tão pouco.
O espaço é restrito.
A certeza leve que tenho é que estou no mundo dele.
A certeza plena é que ele está no meu  mundo.

E isso, por agora, basta.

sábado, 10 de junho de 2017

Beirando.

Há muito tempo (quantas vezes digo isso?) não escrevo aqui. Hoje, senti vontade. Hoje, com a insônia e uma prisão de ventre dolorosa que me veda o sono.
Não é só por isso.
É porque beiro a uma depressão.
Mais uma vez.
Uma crise byroniana, como dizia antigamente. A diferença é que, muitas vezes em que colocava esta nomenclatura, estava apenas citando a minha lancinante, minha então mais-grave-que-tudo questão da solidão, das dificuldades de relacionar-me que atravessava.
Um problema mínimo, vindo da "menina de apartamento" que, aos 20 anos, era imatura em milhões de coisas.
Claro que não estou aqui tentando insinuar que amadureci.
Mas, acredito que minha ideia de depressão e problemas evoluiu bastante de lá pra cá.

Você talvez não saiba, leitor, o que é acordar e se sentir sobrecarregada.
Fracassada.
Velha.
Infeliz.
Pedindo, implorando pela solidão.

Sim, eu - que um dia sentia a solidão como inimiga - estou pedindo por ela. Estou implorando por ela.
Estou como o tempo, neste momento.
Alternando-se entre o Sol e a chuva.
Nada garante que o dia que começa bem, acabará bem.
E tudo foge do lugar quando não tenho um ponto de apoio
Um caminho.

Poderia pedir socorro. Mas estou cansada.
Estou cansada de ser a coitada.
Estou cansada de me sentir um algo descartável.
Estou cansada da vida.

É família - dinheiro - profissão - universidade - futuro - amizades perdidas - dias cheios - pouca diversão - doença física - estresse - cansaço - preocupações -  perdas - decisões...

 Ah, tenho que informar:
Pela primeira vez na vida, o amor não é problema.
Porque o amor não é problema.
Nossa forma de lidar com ele, sim.

Não é por amor (ou problemas acerca dele) que vou ancorar minha vida no meio de um oceano de inquietude, vontade de não prosseguir, cansaço e tédio enorme da vida.
Esta fase, espero nunca mais atravessar, obrigada.

Eu estou tentando.
Continuo tentando.


Mas, porra, eu tenho que admitir que estou sofrendo.
Foda-se, eu estou.

E, se ninguém ainda se deu conta disso, uma pena. O que não vou deixar é de falar. De gritar.
Não porque eu quero me fazer de coitada.
(não preciso, obrigada.)
Mas, porque, calada, eu morro e me mato muito mais.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

DICA (IN)SANA: "Conte-me seus sonhos" (Sidney Sheldon)



Depois de séculos sem postar uma dica decente, lá vou eu retomando com uma ideia de resenha... Vamos nós. Tomara que gostem!


Dados sobre o livro.

Ano: 1998
Páginas: 297
Editora: Record


"O macaco perseguiu a lontra
 Em volta do pé de amora. 
O macaco achou divertido. 
Mas a lontra - pluft! - foi embora."

(sim, você vai ler muito isso no livro...)

Falar sobre Sidney Sheldon não me é difícil, fui criada lendo as suas aventuras. O mais impressionante - tanto dele como de Danielle Steel, embora ambos sejam considerados romances "bobos" - é que você percebe o quanto o autor pesquisou para dar vida aos seus personagens. Até porque, vamos e convenhamos, não dá pra se escrever do nada sobre um tema tão raro e repleto de contradições como o dissociative identity disorder (transtorno de personalidade múltipla)... Xi, soltei um spoiler.
Mas este "spoiler" é algo que você já vai perceber no começo da história...

A história gira em torno de Ashley Patterson, uma mulher americana comum, filha de um importante cirurgião, que é acusada de cometer uma série de assassinatos dos quais ela não tem consciência, mesmo com evidências concretas de sua participação nas cenas dos crimes.
Trabalhando no Vale do Silício, importante zona da informática nos EUA, a jovem inicialmente se sente perseguida por alguém que ela desconhece, beirando à neurose.
Em seu trabalho, há duas companheiras: Toni Prescott, uma maliciosa inglesa que adora cantar e acha Ashley uma "bobalhona"  e Alette Peters, uma tímida italiana que passa o tempo livre pintando, muito amiga de Toni.
No início da história, vários crimes acontecem com a mesma característica: homens esfaqueados e castrados. Ocorrem com um namoradinho de adolescência de Asley e um colega de trabalho que a assedia, o que faz com que a jovem tenha um suspeito em mente. No entanto, o mesmo acontece com outras duas pessoas: um pintor em São Francisco e um dono de joalheria em Quebec - pessoas com quem a americana nunca sequer teve algum tipo de conhecimento. No entanto, eram pessoas próximas à Toni e Alette.
Apenas quando um policial é encontrado morto, quando deveria estar pernoitando na casa de Asley, que a polícia associa os crimes a ela. Todas as provas periciais a apontam como culpada.
Mas como ela pode ser culpada por coisas que não fez?
Depois de várias acusações formais, ela é presa e passa por momentos difíceis para provar sua inocência. Seu pai, o Dr. Steve Patterson, contrata David, um advogado para defender Ashley. Este, por sua vez, acaba tendo dificuldades em provar a inocência da jovem. É quando a trama se desenrola e temos a luta do advogado, da jovem e, mais tarde, de um psiquiatra que se apaixona por ela - todos em busca da libertação da americana. Toni e Alette terão grande participação neste processo.

 Pronto! O máximo de resumo, com o mínimo de spoiler. Espero. Rs.

O livro é dividido em três partes, e é no primeiro que já temos a relação entre as três mulheres definida. De todos, o mais chato - sim, existe parte chata - é a segunda, no qual acontece o julgamento, um processo doloroso e bastante cansativo.
Das três protagonistas, eu tive distintas opiniões, mas adorava as três.
Asley é a que me dava mais pena, porque desde o começo ela não era dona de sua vida.
Toni me dava uma certa antipatia, porque parecia muito insensível. Mas, mereceu meu carinho depois, visto que era a mais passional.
Alette é, obviamente, a que mais está "no meio", entre as duas mulheres. Mas que eu via mais humana no processo todo, no entanto, mais frágil ainda que a Asley (se é que pode ser possível. Mas...)
Como uma opinião geral, adorei o livro. Inclusive consegui fechar hoje a terceira lida, para poder indicar aqui.

Em resumo: Adorei e adorei mesmo! :*


(Cambada, aos poucos eu volto. Não tenham medo. Demora, mas eu sempre volto - é a meta de 2017. Aliás, feliz ano novo, minhas almas caridosas!)

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Um dia, apenas um dia.

Era um dia, apenas um dia.
Mergulhamos em um lugar fantástico.
Adentramos em um rio, no qual a correnteza nos levava a lugares (e sensações) de alto calibre..
Eu estava ali; ele estava ali.
Impregnados de natureza e de vertigem.

Durante o dia, entre trilhas e beijos - cada um aumentando em intensidade.
E a voz dele: "Não é a hora".
Embora em cada contato sabíamos que não passaríamos de hoje.
Não podíamos perder a única chance.

Como o dia passou? Eu lembro
que as águas frias se acostumavam em minha pele,
que nunca senti meus sentidos mais vivos,
que nunca uma espera foi tão ansiada.

Foi um dia, apenas um dia.
E desceu a noite.
Um manto escuro de pontos brilhantes nos cobriu,
enquanto o chão era o nosso colchão.
Eu estava ali; ele estava ali.
Parados no tempo, em conexão.

Pink Floyd no ar, dúvidas, indagações,
medos, princípio de entregas.
Mais encontro de lábios, mais toques e mais exigências.
Neste round, nosso encontro fechou os olhos.
Pacífico mundo encontrei em seu ombro,
até a hora de nos recolhermos.

Ali, perdemos toda a censura,
esquecemos do resto do mundo.
Perdidos entre músicas, gemidos,
toques, carícias, tapas, pedidos,
nudez, pausas, e a duvida:
Como o tempo está passando tão rápido?
Como conseguimos vencer o tempo?

Em um princípio de um novo dia,
fomos vencidos pelo sono.
Em poucas horas, mais um dia
ressurgiria; mais um dia em que
seguiríamos o caminho pra realidade,
onde incorporamos nossas personas,
retomamos as nossas máscaras;
mas a conexão, ah! A conexão
sempre reaparece...



sábado, 23 de julho de 2016

Das coisas que diria à Thaís de há 10 anos atrás...

Uma das primeiras fotos aqui postadas. 2006, em uma lan house.
Considerando que este blog foi construído no ano de 2006, em meio à grandes mudanças na minha vida, resolvi aproveitar e retornar à conversa com o meu eu de 20 anos, a idade com que começou, graças aos computadores da Universidade e do notebook, relatar suas histórias e suas surrealidades, e lhe dar alguns conselhos...
 Ai, ai, minha querida. Dez anos nos separam. Mas não somente isso. Não foram apenas dez 15 de maios que mudaram tudo - foi o que aconteceu neles e em seus intervalos. Mas, deixo para ti as dicas que aprendi, divido contigo:


- Eu sei, os vinte anos foram os anos mais vivos e doces de sua vida, não foi? Namorava, tinha mudado de emprego (enfim trabalhando em uma escola, como mediadora de leitura)... Mas te digo, aproveita este momento, porque eles nortearão a sua vida.

- O teu namoro é com uma das pessoas mais adoráveis que você poderia achar na vida. Não posso dizer que será para sempre, as diferenças irão crescer ao longo do tempo e irá descobrir que o amor pode prosseguir, mas não do jeito que imagina. Mas ele será teu maior apoio, independente da nomeclatura que dará a ele amanhã.

- As paixões, aventuras e decepções te ensinarão que "eu te amo" vai ser a frase mais difícil que você dirá na vida. Mas isso não quer dizer que não terás os melhores momentos possíveis. Os piores também, mas é esse seu aprendizado: aprender a entender como tudo é efêmero, que aproveitar intensamente ainda é seu caminho.

- Sim, teu sonho se realizará: conhecerás o Rio. Te digo mais, que lá você se sentirá tão leve e livre que seu coração viverá sempre atrás de grandes doses da Cidade que, só te ressaltando, não é tão Maravilhosa como a televisão pinta. Mas terás refúgios maravilhosos, caminhadas apaixonantes e momentos que durarão a vida inteira. E te digo outra coisa: ainda vais querer viver lá.

- Não, não serás continuamente poetisa. O tempo sugará as tuas forças, fará com que você seja mais lacônica, menos capaz de viver escrevendo. Inclusive este blog, meu amor, você deixará de escrever tanto. Mas as redes sociais serão seu espaço (é, o Orkut e MSN se foram... Dizem as más línguas que o último voltará, mas não será a mesma coisa). No entanto, começará a conhecer mais o haicai, e se usarás dele, além dos sonetos, para expressar o que sentes.

- Perderá tua avó materna. E isso será uma dor que lhe acompanhará.

- Verá a tua mãe adoecer. Depressão. Terás que aprender a ser forte, a entender, a crescer e ter como meta não chegar a este ponto. Mas terá a fé de que tudo passará... Que a mãe briguenta e que te apóia mesmo assim estará aparecendo, em meses. Poucos. Mas é guardar na mente, para saber que, logo, ela voltará. Ela sempre volta.

- Não, não te forma em História. Sei que você amava seu curso, mas a UFPE, as dores, o cansaço te deixarão interromper a jornada. Mudará de lugar e de curso. E te digo: farás a melhor escolha da vida. Amará Letras (que já era seu amor antes, mas você não se deu conta), apresentará trabalhos, crescerá a olhos vistos dentro da UFRPE (que você já gostava, por causa do EPEH). E logo, se formará. Creia!

- Terás duas lindas sobrinhas. Não, a parte de ser mãe ainda não chegou e, confesso, bate uma vontade... Mas sei que não é a hora. Mas estas duas molequinhas lhe ensinarão o amor, o grande amor. E te amarão também.
Mikinha é a cara do pai. Mikelly é a sua cara, versão loira e branca (sim, pode achar ruim, eu achei até descobrir que ela é mais linda que eu). Você será capaz de viver e até morrer por elas.

-  A militância estudantil te dará ganhos de conhecimento, mas perdas traumáticas. Talvez, por isso, não será mais capaz de aderir à nenhum grupo, partido, movimento. Mas, te fará mais consciente das causas, inclusive a feminista. Mas, pode ficar tranquila: ainda serás muito moderada. Nada de tirar a roupa, postar-se entusiasta diante de coisas que você se choca em seus tempos. Também começará a ler um pouco sobre marxismo.

- Aliás, a parte política te decepcionará. Nem quero te adiantar, mas a vida virará uma merda.

- Não se iluda com as amizades. Você já sabia disso, todas se vão; poucas voltam. Mas agregarás a ti pessoas de outros Estados, e quem voltar te achará melhor do que antes.

- A vida de professora cansa e machuca, mas vale a pena pelos companheiros de trabalho e até pelos alunos. Alguns a amarão com a sua chatura.

- Serás fera em Orações Coordenadas e Subordinadas. Mas, calma, vai ser anos pra pegar!

- As músicas serão mais constantes. A tecnologia avança, e você achará músicas que te deixarão muito feliz. De antigamente - as atuais, no máximo, para te divertir (é, você vai achar umas e outras pra levar consigo, mas poucas... poucas...).

- Bowie morrerá e você vai sentir esta dor imensamente.

- Emagrecerá e engordará. Mas, agora, você ligará o foda-se. Ou não, rs.

- Maquiagem será seu vício. E não vai usar tanta sombra preta nos olhos, vai aprender que cor também valoriza os olhos. E umas malditas olheiras e espinhas te comerão o juízo...

- Também o cabelo. . Você vai se cansar de alisar o tempo todo e vai querer cachear. Certo que você já tentou, mas... Agora, a net será sua arma e você vai desfilar um volumão inimaginável nos seus tempos de criança. E até sua avó vai amar!

- No mais, sem mais. Apenas viva - e não se arrependa!

Obrigada por viveres em mim, mesmo agora. Amo você.

(A Thaís de 30)



terça-feira, 12 de julho de 2016

Aviso aos navegantes: Novidades à vista!

Aí, gostaram da logo nova?
(faz muuuuuito tempo que não exercito minha arte no Photoshop, gente, vamos sossegar as críticas também. Rs)

Bom, e qual é a questão?
Faz muito tempo que fiquei cacheada (três anos)
Faz dois anos que aderi ao cabelo natural.
Então, tá mais do que na hora de começar a dividir este meu universo com vocês também, né? ;)

Okay. Então, #oremos para que esta blogueira consiga fazer tudo direitinho e se organizar para novíssimos babados! <3 p="">
É isso: Começar uma nova página!
No mais, sem mais!

Notas sobre ele (10)

Eu lembro das noites em que te procurava pela cama, entre o limiar do sono e consciência,
e me aninhava em ti.
Sim, eu preciso da sua proximidade, do seu corpo, de sua paz.
Porque você me dá paz.
Retira de mim tudo o que me incomoda.

É eu voltar ao meu mundo e há outro ar.
Olhos brilhando.
Doces memórias.
Outro modo de sentir a vida.

Temos tão pouco e, ao mesmo tempo, tanto...
Já estamos próximos do primeiro aniversário.

Eu ainda sinto medo. Mas não quero te largar.
Ainda é cedo.
E eu tenho muito a te entregar. Tenho muito a aprender de ti.

Preciso, sempre, transbordar contigo.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Dois amigos.

O destino uniu eles a ela.
Corredores de um trabalho.

De um, não tem muito.
Do outro, tudo o que poderia esperar e mais um pouco.

De um, pode-se contar para qualquer programa, é o inesperado.
O outro, previsível, é a programação - começo e fim - já marcada.

Um faz do futebol seu amor maior.
O outro é categórico: "não gosto!".

Um odeia o cheiro de incenso.
O outro, pode viver em um universo repleto de aromas.

Um lhe traz o reggae, o hip hop, o som das periferias.
O outro, o culto, o louco, o som intelectual e também das pistas.

Um é o abraço, aberto e livre, a qualquer instante.
O outro é o consolo da cabeça sonolenta, quando vem a exaustão da esbórnia.

Um é qualquer papo que lhe vier à cabeça.
O outro pode lhe pregar uma peça, lhe apresentar as contradições.

Um é a noite, a escuridão, o mistério estrelar, lunar.
Outro é o dia, qualquer que seja o dia - de Sol ou de chuva.

Mas, quando estes dois se unem a ela em umas raras ocasiões, são quase insolúveis em seu momento.

São um trio.
"Dois homens e uma mulher: Arnaldo, Carlinhos e Zé!"

Eles fazem parte de uma mente extremamente complexa.
E, quando um falta, vira assunto com o outro.

Porque, para ela, duro vai ser quando o tempo os separarem.
Não sabe se, para eles, ela fará tanta falta assim.

Mas ela sentirá falta de ambos.
Pelo tanto que já possuem.

Apenas isso, mais nada.

Será que você também aguenta esse aqui?

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