terça-feira, 12 de julho de 2016
Notas sobre ele (10)
e me aninhava em ti.
Sim, eu preciso da sua proximidade, do seu corpo, de sua paz.
Porque você me dá paz.
Retira de mim tudo o que me incomoda.
É eu voltar ao meu mundo e há outro ar.
Olhos brilhando.
Doces memórias.
Outro modo de sentir a vida.
Temos tão pouco e, ao mesmo tempo, tanto...
Já estamos próximos do primeiro aniversário.
Eu ainda sinto medo. Mas não quero te largar.
Ainda é cedo.
E eu tenho muito a te entregar. Tenho muito a aprender de ti.
Preciso, sempre, transbordar contigo.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Notas sobre ele (9)
todo.
Não é nenhum mistério.
Quantos já não sabem que você existe?
Mas o existir não é - de forma alguma - algo que seja eterno.
Não é algo que eu (não te peço desculpas por isso, meu bem... Não posso!) quero encher de quimeras, utopias, sonhos.
O que, no fim das contas, não importa.
Nunca.
É que meu coração ainda quer ter um ponto de fuga, caso o adeus se revele.
Continuo com medo.
Continuo com um pé acelerado nos nossos momentos juntos.
Continuo consciente de que, amanhã, só Deus sabe.
Continuo...
... Mas, a cada dia que há a distância, há a saudade.
Há a vontade de que chegues logo.
De que me tenhas inteira.
Mais 17 dias. Só isso.
terça-feira, 19 de abril de 2016
Notas sobre ele (8)
Eu tremo quando ele me diz/escreve isso.
Porque eu tenho medo.
Sempre terei.
Mas o medo vem como um pensamento passageiro.
Nunca foi tão reconfortante teu apoio.
Nunca foi tão vital o seu carinho.
Não quero você como minha tábua de salvação. Eu não estou em perigo.
Estou na vida real.
E que bom dividir com você.
Que bom.
Agradecer é o mínimo que eu queria fazer agora.
sexta-feira, 25 de março de 2016
Notas sobre ele (7)
Desculpe ser tão sincera.
Ele me faz falta porque, confesso, eu estou apegada.
Envolvida.
Ele me deixa a mente confusa, envolta em dúvidas, porque meus medos são conflitos tanto do meu egoísmo como do meu passado.
É a luta que preciso travar para amadurecer
Ele me faz levar um riso de luz porque isso é algo muito dele. E eu nunca resisto.
Tenho estado mais em busca dele? Sim.
Tenho o sentido mais perto? Sim.
Mas a minha vida prossegue sem ele. E que bom conseguir falar isso.
Pois, mesmo se eu sofrer... A vida segue.
E, neste momento, me recuso a deixar alguma lágrima se interpor em meu futuro.
Apenas risos.
E, se esse riso for o que ele me traz, melhor ainda.
Repito: Até quando der.
domingo, 3 de janeiro de 2016
Notas sobre ele (6)
E que faz o possível para sanar tudo.
Como não me apaixonar?
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Notas sobre ele (5)
Estamos distantes. Como sempre.
Mas, agora, mais do que nunca.
(esse "nunca" merece um desconto de cinco meses, não merece?)
Em uma hora, disse para eu me divertir e não pensar nele...
Em outra, diz: " Tou distante, mas não é para me esquecer não."
(como se eu pudesse...)
A saudade é imensa.
Mas, ele faz com que eu não sinta mais falta do que o normal.
O problema: Eu já sinto a falta dele mais do que o normal. Desde o começo.
Mas... Sigamos.
O melhor que posso fazer.
Até quando der.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Notas sobre ele (4)
O nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino, eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
Eu te recriei só pro meu prazer..."
... E a canção de Leoni se coloca em duas vozes, em distintos horários, em uma ligação telefônica.
Com confissões, revelações, entregas.
Eu não revelei muito. Acho.
Não, não acho.
Porque eu o busquei, eu o procurei.
E isso também é um sinal de entrega.
Um sinal de que, assim como as palavras dele, eu também sinto o mesmo.
A mesma necessidade de querer.
De desejar.
De paixão.
Sim, eu espero que o tempo voe... Que vivamos com o seguir rápido deste tempo... Para que ele possa chegar logo ao nosso encontro.
Onde eu sei que, o pouco deste tempo que será nosso, será pleno.
E meu sorriso (e alma arrebatada) prossegue comigo.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Notas sobre ele (3)
... É os pequenos gestos dele que me fazem lembrar de que ele está "de olho".
Mesmo distante de mim.
Por agora.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Um trecho que me remete...
" I'm telling you baby you will never find another boy
In this heart of mine"
Até quando der.
Notas sobre ele (2)
E eu digo: " O que mais quero é estar contigo o mais breve possível. "
...
E ele me diz: " Sinto a mesma coisa."
...
... E o sorriso se abre, como o coração que libera os rios de alegria, e a alma liberta mais um pouquinho dessa luz que me inebria desde o começo de tudo.
Apenas isso.
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Notas sobre ele (1)
... E, nos últimos dias, ele tem roubado meu tempo.
Carência dos dois lados.
De formas distintas.
Eu tento. Eu tento escapar da tal situação de "irrealidade" de estar em corpo e não em mente do lugar em que estou.
Mas, acabo por ler suas palavras.
E volto a ele.
É como se fosse o vento. Que passa por mim, bagunça meus cabelos e me refresca o corpo.
Ele é o que bagunça os meus pensamentos e refresca a alma.
Faz com que a luz se irradie ainda mais.
(Não vou negar: ainda morro de medo do fim. Mas decidi me permitir. Me entregar. Por agora, preciso delegar ao amanhã outras necessidades. Em se tratando do meu coração, melhor não.)
E, quando eu esqueço. Ou finjo que esqueço,
Ele põe o que eu queria botar.
E fica me costurando a alma a ele.
E fica me fazendo querer. Me guardar. Me poupar.
Me fazendo desejar, ardentemente, sua presença.
Então, que seja!
Eu tou aqui.
Esperando.
Até quando der. Até quando existir essa luz.
Apenas isso.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
E lá vai meu coração...
Você não sabe como é isso.
Não, não sabe.
Não sabe como meu coração bate quando ouço sua voz.
Não sabe como adoro as suas palavras.
Sua preocupação.
Sua doçura.
Não sabe como meu coração, de modo tão imagético e tão irreal, voa. Escapa de mim, flutua por toda a minha realidade,
E vai ligeiro, de volta a você.
Não sabe como, como o meu sorriso se arrebata.
Como minha mente fica, depois de tudo, remontando cada pedacinho do que passou.
Não - decididamente você não sabe!
Mas há de saber que eu não consigo mais disfarçar.
Adoro, adoro, adoro. E não quero mais esconder nada.
Quero poder te gritar aos quatro ventos.
Mas, não preciso. Eu curto a chama que está revivendo minha alma.
Essa luz que brilha, que - como farol - gira e gira,
Como guia seguro, para quando você quiser vir.
E que tudo isso me faça bem.
Que VOCÊ me faça bem.
Até quando der.
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Um bilhete.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Das palavras que não se medem
E me disse:
" Nossa ligação se localiza, na minha opinião, no campo do improvável. Eu não esperava que iria rolar algo e muito menos que algo fosse mantido. Mas estou gostando do que está rolando, acho que está lindo, leve e solto."
E o que dizer?
O meu coração solta rios e rios de felicidade.
Não consigo retomar os pés no chão.
Não agora.
O que vivo é uma luz na alma.
É um sorriso que eu achava que tinha esquecido pelo mundo.
É algo tão forte, intenso!
Queria rezar. Pedir a Deus que não fosse algo só desta noite.
Queria todas as formas de que isso fosse além.
Eu queria tanto, tanto!
Assim como não quero usar o "mas" agora. Quero eternizar este sorriso, está felicidade. Porque o amanhã a Deus pertence.
E, se um dia o meu sorriso der lugar à lágrima, aqui deixo a constatação de que, sim, ainda tenho coração para me apaixonar.
Até quando der.
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Não é porque acordo cedo e caminho diariamente para meu trabalho a fim de guardar grana.
Não é porque tem aluno que acha que eu devo baixar a cabeça.
Não é porque como besteira e fico arriscando minha saúde.
Não é porque eu ando tanto e acabo me sentindo sozinha.
Não é porque a internet tem que ser filada e o celular não está comigo.
Não é porque quero me expor, buscar um elogio (mesmo de quem me joga pedras)
...
O problema é esse querer tanto.
E essa vontade de estar muito mais perto.
...
Mas o pouco que tenho de ti faz o meu mundo ser mais completo.
domingo, 25 de outubro de 2015
Adianta... Um pouco.
Uma tarde de calma. Uma busca silenciosa pelo fim dos anseios que abalam meu coração.
Sim, consegui.
Ajudou.
No entanto, no fim de tudo, lembro dele.
Lembro que era ele quem eu queria comigo.
Mas, não tenho.
O que fazer?
Buscar a ele em meu silêncio torto.
Pensar, pesar, ponderar.
Mas, com mais calma. Sem a loucura de um querer insano, emocional.
Com a serenidade.
Adianta... Um pouco.
Porque, acima de tudo, não profanei minha alma. Ela está quieta, pulsando. Pulsando por ele.
Mesmo quando não está por perto.
Deixemos que o tempo siga o seu caminho. Deixemos que a vida seja leve. Deixemos que eu sorria, irradie um pouco.
Eu sei que, de longe, ele está de olho.
E, a alma, no silenciar da noite, lhe sussurra:
"Eres tu el hombre que yo quería en mis brazos, ahora... Pero, no es la hora de nuestro encuentro.
Yo esperaré por ti, a mi manera."
Apenas isso.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Não sei se é "infinito", nem mais se é só "desejo"
"Ah, infinito delírio chamado desejo
Essa fome de afagos e beijos
Essa sede incessante de amor
Ah, essa luta de corpos suados
Ardentes e apaixonados
Gemendo na ânsia de tanto se dar..."
Eu sabia. Eu sempre soube que, não demoraria para meu olhar tocar no teu - mais uma vez - e aquela ânsia não se revelasse de cara, que eu não me sentisse tão confortável e ao mesmo tempo tão ardente dentro do seu abraço.
Me pergunto: que poder é esse o teu, meu Deus?
Que poder é esse que domina a minha mente, alucina as batidas do meu coração e põe meu corpo em brasa?
Que poder é esse que me põe, tão submissa, aos seus pés?
"Ah, de repente o tempo estanca
Na dor do prazer que explode
É a vida é a vida, é a vida e é bem mais
E esse teu rosto sorrindo
Espelho do meu no vulcão da alegria
Te amo, te quero meu bem, não me deixe jamais..."
E como não esperar que os momentos não fossem poderosos? Como não esperar que tuas palavras e gemidos não me fossem música nos ouvidos, jogados no ar e ainda vivos na minha memória?
Eu quis tanto o teu corpo no meu, durante todo esse tempo, que esqueci o vício, que enlouqueci de tanto querer mais.
Eu quis tanto em momentos ociosos, que descobri uma alegria imensa e fundamental nos teus lábios e carinhos, nos teus doces gestos, no seu olhar a me procurar quando não estávamos por perto.
Eu te quis tanto, que sinto tanto afeto, ternura, desejo... Que temo que seja paixão. Fundamental e imensa paixão.
"Eu sinto a menina brotando
Da coisa linda que é ser tão mulher
A santa madura inocência
O quanto foi bom e pra sempre será
E o que mais importa é manter essa chama
Até quando eu não mais puder
E a mim não me importa
Nem mesmo se Deus não quiser..."
Independente da nomenclatura... Eu te quero. Muito.
E esse querer pode parecer utópico. Esse querer pode ser carnal. Esse querer pode ser passageiro.
Pode ser tudo, pode nem existir além da minha cabeça.
Mas por agora... Deixa eu ficar. Deixa eu te ter em meu peito. Até a chama esfriar. Até a alma se acalmar.
Até quando eu puder.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Naquele dia...
Naquele dia, acordei cedo.
Andei pelas ruas.
Ouvi músicas no fone de ouvido.
E, de repente, vi uma barraca de flores.
Comprei margaridas.
(Por algum motivo especial, recusei as rosas. Sempre amei as margaridas, pequenas flores rejeitadas pela simplicidade)
Naquele dia, ouvi meu disco favorito de Chico Buarque.
Ouvi a música favorita mais de uma vez.
Repeti, repeti e repeti.
O "ludo real"...
Naquele dia, rodei pela cidade de salto alto.
Os pés doíam.
Mas andei.
Subi e desci por aí.
Naquele dia, não sei o quanto bebi.
Talvez muito, talvez pouco.
Mas não perdi a consciência em momento algum.
Naquele dia, só consigo ter mais específico
O momento em que sentei do seu lado,
Nas horas finais,
E, na verdade, ali o dia começou.
Apenas isso.
domingo, 30 de agosto de 2015
Inesperado gosto do desejo.
Quando você olha para alguém e se dá conta do quanto está próxima a ele?
Quando suas bocas se encostam, e é tão natural como respirar?
Quando você o segue, sentindo apenas que era o caminho mais óbvio... Por que não ocorrera antes?
Faltava maturidade. Faltava olhar.
Faltava subir, pular o muro dos preconceitos.
Faltava que um corpo desvendasse o seu e você entendesse que não tinha mais escapatória.
Era a entrega. Era um corpo novo, deslocado das máscaras.
Era um homem. Era a voracidade a lhe encostar, lhe penetrar, lhe extasiar.
Eram gemidos, eram sussurros.
Era a escuridão da noite. Eram as primeiras luzes do dia.
Eram os poucos dias que restaram. Eram lábios em toque fora da cama, eram ligeiros arrepios em um toque, eram ciúmes bobos, eram pequenas ousadias por baixo de mesas, eram os cuidados.
Era você sentir em seu sono um corpo a lhe enlaçar, toque carinhoso em meio aos sonhos.
Era tanto, que você não lamenta nenhum tempo perdido.
Não há nada mais compensador do que o inesperado na hora certa.
